E um ano se passou, e novamente foi um dia cinza, não apenas
pelo céu chuvoso, mas por toda a tempestade que ali fazia. Diferente do ano que
havia passado não era inicio, mas parecia tudo havia voltado. Era a mesma angustia, a mesma tristeza, a mesma incerteza. Tantos medos, tantos segredos,
tantos pensamentos. Ela se sentia sozinha,
vazia, do mesmo modo que já havia se sentindo. Não deseja e nem exigia
muito, apenas queria alguém por completo para ser seu mundo. Queria alguém que se
importasse, que demonstrasse na mesma intensidade. E o mesmo nada que ela ganhava em sua vida era como ela se sentia. E ela enquanto isso apenas escrevia, buscando
uma calmaria. Escrevia para se livrar daquele mal que a prendia.
Anything
segunda-feira, 6 de abril de 2015
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
21
E naquele noite ela aprendeu, prendeu que quanto mais ela se preocupar, se importar e
demonstrar, menos vão agir do mesmo modo com ela. Aprendeu que quem não merecia
recebia mais carinho e demonstração. Aprendeu que ela não vai receber uma
surpresa em sua casa, não vai receber um buquê de rosas em seu trabalho, aprendeu
que ser romântica não leva a nada. Aprendeu que não se pode esperar nada de
ninguém, assim evita qualquer tipo de decepção.
Aprendeu muito, mas como sempre, guardou tudo naquela caixa cheia de
textos , onde encontrei "o porquê" para escrever esse e tantos outros... e “esqueceu”, E por mais que tivesse aprendido
tudo aquilo, continuaria sendo ela mesma, continuará fazendo o que faz. “Esqueceu”
toda a tristeza, mas se a conheço bem, sei que ela pediu apenas ainda mais paciência.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Dois dias
Ela tinha aquele problema de não esquecer as coisas. Não tinha nada que a irritava mais do que ficar sem saber o que fazer, desde sempre planejava tudo e odiava quando as coisas saiam do eixo. Odiava mais ainda não ter respostas. Mas ela tinha aquele jeito dela, não seria diferente dessa vez, tinha se dado um prazo, tinha dado um prazo. Faltava 2 dias. Ou algo ou nada ocorreria, ou ia ou não ia, teria uma resposta ou não teria. Levaria alguém pra fora da escuridão , ou apenas ela sairia.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Ventura
E mais uma vez eu a observava de longe...
Ela sempre com aquele seu jeito de não querer de atrapalhar, preferindo se isolar, ficar no canto dela. Ela gostava de fazer de tudo, mas quando parava não fazia de nada mais. Ela se permitia até um certo ponto, afinal, era orgulhosa.
Ela era direta, gostava de coisas simples, respostas curtas...
E mesmo de longe, dava pra perceber que algo estava acontecendo, bom ou ruim, não se sabia, não se sabia ainda...
Mas lá estava ela, como sempre com seu caderno em mãos escrevendo, enquanto esperava que tudo isso acabasse logo.
Mas ela era assim, ela tinha aquele jeito tão próprio, e ao mesmo tempo tão estranho... Tinha algo nela que me agradava, tinha algo nela que simplesmente era tão eu.
Ela sempre com aquele seu jeito de não querer de atrapalhar, preferindo se isolar, ficar no canto dela. Ela gostava de fazer de tudo, mas quando parava não fazia de nada mais. Ela se permitia até um certo ponto, afinal, era orgulhosa.
Ela era direta, gostava de coisas simples, respostas curtas...
E mesmo de longe, dava pra perceber que algo estava acontecendo, bom ou ruim, não se sabia, não se sabia ainda...
Mas lá estava ela, como sempre com seu caderno em mãos escrevendo, enquanto esperava que tudo isso acabasse logo.
Mas ela era assim, ela tinha aquele jeito tão próprio, e ao mesmo tempo tão estranho... Tinha algo nela que me agradava, tinha algo nela que simplesmente era tão eu.
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Neurose
Ela é do tipo que se
encanta com as pequenas coisas. Que se encanta por uma demorada troca de olhares, enquanto ganha
um cafuné. Que gosta de uma sms na madrugada, ou uma ligação inesperada. Ela não
é muito de falar, muito menos de cobrar. Ela é do tipo que não exige muito, mas
também não se contenta com pouco.
Por mais que ela se identifique com a pessoa, ela é desconfiada,
ela veste uma certa armadura, da qual são raros os momentos que ela se sente
confortável para tira-la.. Ela sente, mas não demonstra. Ela prefere assim,
prefere de certo modo se manter afastada.
Ela sempre gostou de mistérios, na realidade ela é um. É
daqueles que é quase impossível
decifrar, ao menos, ninguém até hoje conseguiu. Ela até tenta se deixar levar,
ou deixar alguém a descobrir, mas passado algum tempo isso vai a sufocando, fazendo-a preferir ficar
sozinha, existe algo nela que a faz preferir
a solidão de seus próprios pensamentos.
Afinal,
o que ela pensa, isso ninguém nunca irá descobrir. E ela pensa muito,
pensa muito sobre tudo. Talvez apenas o
que ela sinta seja medo, medo de que alguém entre no seu mundo e não a
compreenda, medo bobo, por mais que ela
isso reconheça. Mas talvez ela apenas não passa de uma vítima, uma vítima de si mesmo,
de suas próprias frases e da sua própria consciência.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
No surprise
Por que não aproveitar o hoje? Por que não sonhar com o
impossível, acreditar e fazer o possível? Por que não deixar seus medos de
lado? Ou até mesmo, por que não fazer o errado?
Nenhum sonho cabível, é tão impossível que não possa ser
realizado. Tu precisa acreditar em si, correr atrás, não desistir por mais
difícil que possa parecer e ser, assim tu vai muito além do que tu podia imaginar.Não tenha medo de se apaixonar. Não é
nenhum crime. Ame e que seja recíproco! Mas se não der certo, não se preocupe, de coração partido, você não
morrerá. Saia com teus amigos, faça festa, saia da rotina, mude ambiente, se
divirta, ria até doer a barriga, cante , grite, aproveite a vida. Pare de
preocupar tanto com as conseqüências, nenhuma merda é feita que não possa ser
limpada. Mas faça tudo, sabendo que tudo tem uma conseqüência.
Faça seus planos, mas não planeje tudo. Deixe se surpreender, deixe acontecer. Viva a sua vida, viva até mesmo a sua rotina,
prestando atenção e dando valor aos pequenos detalhes que mudam o teu
dia-a-dia. Não apenas peça, mas sim, também agradeça. Agradeça pelo mais
importante, agradeça pela sua vida. Viva
cada dia como se fosse o ultimo, viva com a única certeza, que não é nenhuma
surpresa se você não estiver aqui amanhã.
sábado, 30 de abril de 2011
Nunca me esquecerei de ti.
É tão difícil perder alguém que amamos.O mais triste é perder e saber que nunca mais irá encontrar uma pessoa como ele,sublime é a única palavra que poderia descrevê-lo.Lembro-me do dia que nos conhecemos.Era um dia tão obscuro e frio,que os poucos raios de sol que passavam pelas nuvens pouca diferença faziam naquela tarde tão tépida.
Nesses dias gelados,como era de costume ia naquela simples lancheria tomar o melhor chocolate quente d acidade,a qual naquele dia estava tão silenciosa,os pássaros pareciam nem existir,o silêncio era apenas quebrado pelo farfalhar das folhas caídas pelo vento do outono.
Cheguei no balcão já fazendo meu pedido:
- Boa tarde James!Quero o de sempre!-James era o dono da lancheria,tinha um pouco mais de 40 anos,o fios brancos e a calvice já haviam começado a parecer,ele já me conhecia há poucos anos,porém já sabia o que eu queria ao dizer “o de sempre”.
Fiquei esperando,encostada no balcão.Não demorou muito e meu chocolate quente estava pronto,peguei-o e me dirigi à mesa,a qual sempre sentava-me.Confesso que fiquei perplexa,era estranho alguém,além de mim,sentar nela.Aquela mesa era afastada de todas as outras,num cantinho minúsculo e mal iluminado,a qual me sentia tão aconchegada.
-Você quer sentar aqui?-ouvi aquele moço falando,sua voz era tão doce,que até parecia música aos meus ouvidos.
Não respondi nada,e ele continuou:
-James me falou que essa é a “sua mesa”,desculpe sentei-me nela mesmo ele me avisando,porque queria ficar sozinho pensar um pouco na vida.-enquanto ele falava,percebi sua voz trêmula e aqueles olhos castanhos ficarem lagrimejados.
-Tudo bem,pode ficar sentado,eu sento em outro lugar.- respondi num tom amigável.
Enquanto virava-me,procurando outro lugar para sentar,ouvi ele me chamar novamente:
-Luiza,você quer se sentar comigo?-pediu ele,de uma maneira impossível de recusar.
-Claro,assim faremos companhia um ao outro!-respondi animadamente.
Ele se levantou,puxou a cadeira para eu me sentar,num ato cavalheiro.Tenho que admitir,que nunca haviam feito isso para mim.Sentei-me e logo percebi que ele também estava tomando chocolate quente.
-O chocolate quente daqui é o melhor chocolate quente da cidade!-disse eu tentando quebrar o silêncio.
-É a primeira vez que venho aqui,mas acho que depois de hoje começarei a vir todos os dias.-respondeu ele,num tom malicioso,dando uma piscada ao terminar a frase.
Senti-me corar,logo tentei arrumar algo para falar:
-Mas então,percebi eu você sabe meu nome,também gostaria de saber o seu.- falei num tom curioso,pois estava mesmo.
-É eu sei,o James me falou sobre você.- disse ele ainda não respondendo a minha pergunta.
-Espero que ele tenha falado coisas boas.-terminei minha frase,dando um sorrisinho singelo.
-Por que ele falaria mal de você?-falou ele- Pelas poucas palavras que trocamos,percebo que você é uma ótima pessoa.- disse ele,olhando diretamente nos meus olhos.
-E seu nome,agora posso saber?- perguntei novamente,num tom de voz ainda mais curioso.
-Já que você faz tanta questão de saber,prazer me chamo Rafael.-falou ele,de maneira educada.
Tomamos nosso chocolate quente,enquanto conversávamos.As horas passaram tão rápido.E os assuntos surgiam mais rápidos ainda.Resolvemos dar uma volta.Nos despedimos de James,e saímos para o ar gélido.Senti um arrepio de frio e comentei com o Rafael.
-Com licença. –disse ele,envolvendo seus braços envolta da minha cintura.
No começo era estranho,as pessoas que passavam pela rua olhavam para nós e algumas até comentavam “que belo casal!”
Continuamos caminhando e conversando.Parecia que nos conhecíamos há anos.Tantos gostos em comum.Nossa conversa fluiu tão bem.mas a noite chegara,trocamos o número de nosso telefone e nos demos um abraço de despedida.
Começamos a conversar todos os dias por telefone.Passou-se duas semanas,e combinamos de caminhar no parque,era um dia lindo,o sol estava brilhante no céu azul e a temperatura estava amenua.
Cheguei lá e ele estava me esperando no lugar combinado.Corri em sua direção para lhe dar um forte abraço.Por sinal,acho que fui com muita força em sua direção ,o derrubei e cai por cima dele naquela grama verde e ali,aconteceu nosso primeiro beijo.
Ele me empurrou delicadamente,levantou-se e saiu caminhando apressadamente.Ali eu fiquei,sentada sem compreender nada,pensando no que havia ocorrido.Levantei-me e fui para casa.
Estava tão abalada,chorar era a única coisa que me restava fazer.Peguei no sono,enquanto assistia TV,mas fui acordada,quando meu celular tocou.Vi no visor o nome de Rafael.Pensei um pouco se deveria ou não atender.
-Alô!-disse eu,tentando disfarçar minha voz.
-Oi Luiza,sinto muito pelo que aconteceu algumas horas atrás,lhe devo satisfações,me encontra daqui uma hora lá na lancheria do James.- sua voz estava angustiada,e assim desligou.
Não tinha vontade de sair.Não estava nada bem e minha aparência não era das melhores.Fui tomar um banho,com esperanças que isso ajudasse a me sentir melhor.
Passou-se uma hora,lá estava eu sentada na mesa afastada de todos e Rafael não havia chegado.Estava com medo que ele não aparecesse,mas isso não aconteceu.Ele chegou,não nos olhamos diretamente,ambos tentavam se evitar,como se isso fosse possível.Aquele silencio era horrível.
-Desculpe pelo que fiz hoje,sinto muito.- disse ele,olhando para baixo.
E continuou...
-Aquilo não deveria ter acontecido...
-Porquê?Você tem namorada?-perguntei assustada,pois ele havia falado que estava solteiro.
-Não,não é isso!Tem coisas que você não sabe!
-Então me conte!-disse eu,num tom de voz mais alto.
Eu vou morrer!Tenho leucemia,e o tratamento não faz mais efeito para mim.Tenho pouco tempo de vida,não queria me apaixonar e muito menos queria que alguém se apaixonasse por mim!-as lágrimas escorriam pelo rosto dele.
Aquelas palavras doeram tanto quando as escutei.Queria nunca ter as escutado.Como a realidade dói!
-Eu te amo,e não importa o que aconteça!-foi a única coisa que consegui falar.
Nosso namoro durou três meses.Foram os três melhores meses de minha vida.Pena que tudo durou muito pouco.Foi numa madrugada,que recebi uma ligação da mãe de Rafael,informando-me sobre seu falecimento e dizendo que queria me entregar a carta que ele havia escrito para mim.A carta dizia:
“ Desculpe-me se te fiz um dia sofrer,ou se você sofrerá.Meu dia de partir chegou.Queria que você soubesse que sempre e verdadeiramente te amei,foram os três melhores meses de minha vida.Gostaria de lhe pedir que jogasse minhas cinzas lá no parque,lá naquela grama onde ocorreu nosso primeiro beijo.”
-Por: Débora Siqueira
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