Ela é do tipo que se
encanta com as pequenas coisas. Que se encanta por uma demorada troca de olhares, enquanto ganha
um cafuné. Que gosta de uma sms na madrugada, ou uma ligação inesperada. Ela não
é muito de falar, muito menos de cobrar. Ela é do tipo que não exige muito, mas
também não se contenta com pouco.
Por mais que ela se identifique com a pessoa, ela é desconfiada,
ela veste uma certa armadura, da qual são raros os momentos que ela se sente
confortável para tira-la.. Ela sente, mas não demonstra. Ela prefere assim,
prefere de certo modo se manter afastada.
Ela sempre gostou de mistérios, na realidade ela é um. É
daqueles que é quase impossível
decifrar, ao menos, ninguém até hoje conseguiu. Ela até tenta se deixar levar,
ou deixar alguém a descobrir, mas passado algum tempo isso vai a sufocando, fazendo-a preferir ficar
sozinha, existe algo nela que a faz preferir
a solidão de seus próprios pensamentos.
Afinal,
o que ela pensa, isso ninguém nunca irá descobrir. E ela pensa muito,
pensa muito sobre tudo. Talvez apenas o
que ela sinta seja medo, medo de que alguém entre no seu mundo e não a
compreenda, medo bobo, por mais que ela
isso reconheça. Mas talvez ela apenas não passa de uma vítima, uma vítima de si mesmo,
de suas próprias frases e da sua própria consciência.
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